Sexta-feira , Dezembro 14 2018
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Miguel Correia obrigado a abandonar quando lutava pelo pódio no CPR2

Miguel Correia obrigado a abandonar quando lutava pelo pódio no CPR2

 “Nunca pensei fazer estes tempos na estreia nos Açores”

Miguel Correia e o navegador Pedro Alves foram uma das surpresas da prova das 2 Rodas Motrizes no emblemático Azores Airlines Rally. Apenas no segundo rali de terra da sua (curta) carreira, o piloto de Braga deu excelentes indicações mas foi traído pela quebra da caixa de velocidades do Renault Clio R3 na famosa especial das Sete Cidades.

Globalmente considerado um dos mais belos e exigentes ralis de terra da Europa, o Azores Airlines Rally foi uma experiência para mais tarde recordar para o jovem Miguel Correia. O piloto bracarense, estreante absoluto no Campeonato de Portugal de Ralis, descobriu os famosos e difíceis troços da ilha de São Miguel e a sua adaptação surpreendeu tudo e todos, chegando a passar pelo 3.º lugar do Campeonato de Portugal de Ralis 2 Litros / 2 Rodas Motrizes (CPR2), só atrás de pilotos com larga experiência nos Açores.

Na primeira passagem pelo troço das Sete Cidades, o Renault Clio R3 ficou sem direção assistida e levou Miguel Correia a ceder tempo, percorrendo mais de 20 kms naquelas condições. Na segunda passagem pelas Sete Cidades, na PE9, Miguel Correia seria mesmo obrigado a abandonar quando a caixa de velocidades cedeu, impossibilitando a equipa ARC Sport de recuperar o carro francês para o derradeiro dia do rali.

“A forma como tivemos de desistir não apaga aquilo que fizemos apenas no nosso segundo rali de terra e na estreia absoluta neste rali fantástico”, referiu Miguel Correia. “Ao contrário do que nós próprios esperávamos, fomos competitivos logo desde os primeiros troços e quando desistimos estávamos próximos dos lugares do pódio, depois de já termos feito mais de 20 kms sem direção assistida nas Sete Cidades. Percorrer e aprender estes troços foi uma experiência inesquecível e tenho mesmo muito pena por não podermos continuar em Rally 2, pois ainda havia mais de 100 kms de troços para acumular experiência com o carro e no rali. São coisas próprias das corridas mas saio daqui com confiança para o futuro”, apontou o piloto, que ocupava o 4.º lugar do CPR2 e 3.º do Grupo RC3 quando foi obrigado a abandonar.

“Tenho aqui que destacar o público dos Açores, que torna este rali ainda mais especial, assim como o apoio dos nossos patrocinadores, em especial da Socicorreia, dos meus pais e da minha namorada, que estiveram sempre ao meu lado nesta enorme aventura”, concluiu.

Depois de Fafe e Açores, o Campeonato de Portugal de Ralis ruma ao centro do país e ao Rali de Mortágua, palco da terceira prova da temporada, nos próximos dias 27 e 28 de abril.

 

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