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Miguel Lobo:”Gosto de levar os meus desafios até ao fim”

Miguel Lobo:”Gosto de levar os meus desafios até ao fim”

Miguel Lobo disputou este ano a sua segunda temporada completa no automobilismo, mas depois de se ter sagrado Campeão Nacional de Velocidade C3 em 2015, em 2016 teve uma época complicada. Ainda assim, o jovem de vinte e três anos retira aspectos positivos da sua temporada.

Em 2015 sagraste-te Campeão Nacional de Velocidade C3 e em 2016 apostaste numa temporada de monolugares, com o ingresso no Single Seater Series. Como foi que te adaptaste à competição?

Miguel Lobo: “Apesar de não ter tido testes de pré-temporada, penso que me adaptei rapidamente ao Mygale SJ01, como prova os resultados na primeira ronda da temporada, em Braga, onde garanti um quarto posto na primeira corrida. Na segunda, conquistei um pódio, depois de ter recuperado de último, após um mau arranque, e de ter estado na luta pela vitória. É um carro muito exigente que demanda muita concentração e precisão, mas rapidamente consegui encontrar a forma de alcançar o seu potencial.”

Que balanço fazes da tua época de estreia num campeonato dedicado a monolugares?

Miguel Lobo: “Esta era a minha segunda temporada completa no automobilismo e nunca fiz karting de uma forma competitiva, portanto, o meu objectivo era aprender o máximo possível. Foi uma temporada muito difícil, com muitas contrariedades técnicas que nos impediram de tomar parte em corridas e de assegurar as classificações que estavam claramente ao nosso alcance. No entanto, é nos momentos mais difíceis que aprendemos mais e nesse aspecto, posso dizer que foi uma época que me deixou mais forte e me permitiu crescer enquanto piloto. Sinto que poderia ter ficado bem classificado no campeonato, uma vez que demonstrei imediatamente um bom ritmo, mas a experiência que reuni foi muito valiosa e será muito importante para o meu futuro.”

Qual foi o ponto alto da tua temporada?

Miguel Lobo: “Foi uma época complicada, com muitas adversidades, que nos causaram muitos problemas. Mas julgo que ainda assim, houve aspectos positivos. A forma como cheguei a Braga, sem qualquer teste, e fui imediatamente competitivo deixou-me muito satisfeito e reforçou a minha confiança. No Estoril senti também que estava muito forte e a recuperar muito bem. Por outro lado, as dificuldades tornaram-me mais forte como piloto, portanto, considero estes dois aspectos de 2016 positivos. Mas a minha estreia com um carro de ralis foi o momento mais alto da minha época. Adaptei-me muito bem ao Ford Fiesta R5 e ao longo do Motorshow Porto estive muito confortável. Foi um fim-de-semana diferente e muito interessante, que aguçou ainda mais o meu apetite pelos ralis.”

Qual foi o momento mais difícil da tua temporada?

Miguel Lobo: “Penso que a forma como o projecto do CER com o Porsche 911 GT3 Cup não prosseguiu foi o momento menos positivo da minha época. Gostei muito do carro e fui competitivo desde o início, penso que poderia alcançar resultados muito interessantes. No entanto, sem que eu tivesse contribuído em nada para isso, o projecto acabou por não ir avante devido a problemas que me foram alheios.”

Quais são os teus planos para o futuro?

Miguel Lobo: “Normalmente gosto de levar os meus desafios até ao fim, sejam eles quais forem, portanto, o meu objectivo é voltar a competir no Single Seater Series e concretizar o potencial que demonstrei este ano. Estamos a analisar as propostas que temos sobre a mesa e tomarei uma decisão depois de ouvir os meus patrocinadores. Gostava também de realizar uma ou duas provas de âmbito internacional, mas para isso tenho que fortalecer o meu budget e é nisso que estamos a trabalhar agora.”

 

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