Segunda-feira , Maio 20 2019
ÚLTIMAS
Home / RALI / Nuno Cardoso: “O que aconteceu no Rali de Gondomar é vergonhoso para o clube, para a FPAK e para a equipa vencedora”
Nuno Cardoso: “O que aconteceu no Rali de Gondomar é vergonhoso para o clube, para a FPAK e para a equipa vencedora”

Nuno Cardoso: “O que aconteceu no Rali de Gondomar é vergonhoso para o clube, para a FPAK e para a equipa vencedora”

 

Apesar de ter discutido a vitória no rali da ‘sua’ terra até ao último troço, Nuno Cardoso critica fortemente a organização do Rali de Gondomar e a FPAK, que não penalizaram uma assistência ilegal por parte da equipa que viria a ser declarada vencedora.

 

Foi um final polémico para um rali onde Nuno Cardoso e Fernando Peres discutiram a vitória até à nona e última classificativa em Gondomar, palco da segunda prova da Taça Nacional de Ralis de Terra. Após ser o mais rápido em quatro classificativas, Nuno Cardoso liderava a prova à entrada para a última especial mas viria a ser ultrapassado no derradeiro troço por Peres, que antes já tinha usufruído de uma assistência ilegal após um princípio de incêndio no seu Mitsubishi Lancer Evo IX.

 

Os observadores da FPAK e membros do clube organizador, o Gondomar Automóvel Sport, assistiram ao princípio de incêndio no carro de Fernando Peres, que pouco depois parou na ligação para ser assistido ilegalmente pela sua equipa. Ao ganhar 38 segundos nos derradeiros 14 kms, Fernando Peres acabou por ser declarado vencedor do rali, apesar da ilegalidade que foi testemunhada por diversas pessoas na referida ligação.

 

“O que aconteceu no Rali de Gondomar é vergonhoso para o clube organizador, para a FPAK, para a equipa vencedora e para os ralis em Portugal”, afirmou Nuno Cardoso, que terminou no 2º lugar com o Mitsubishi Lancer Evo VII. “Primeiro de tudo, acho muito estranho que um piloto, mesmo com o palmarés do Fernando Peres, ganhe 32 segundos e 38 segundos nas duas últimas passagens por um troço de 14 kms. Eu sei o que andei e mesmo o Ricardo Matos (ndr, 3º classificado do rali) não é piloto para perder tanto tempo em 14 kms. O mais escandaloso é que a equipa que ganhou todo esse tempo tinha feito uma assistência ilegal em plena ligação. O carro desse piloto chegou ao final de um troço com um princípio de incêndio, testemunhado por observadores da FPAK e membros do clube, mas depois surgiu no troço seguinte em perfeitas condições, quase como novo! Tudo ficou claro quando fui informado por outros concorrentes e por elementos da nossa equipa que esse carro tinha sido assistido na ligação. Como inicialmente a equipa de Fernando Peres indicou que não colocaria o carro em parque fechado, admitindo a irregularidade, aguardámos a referida atitude desportiva, que infelizmente nunca chegou. Só estranho que um piloto com tantos anos de ralis ainda incorra nestes comportamentos, sobretudo com a protecção do Gondomar Automóvel Sport e da FPAK, que não conduziram qualquer investigação ao sucedido. Não sou profissional dos ralis e não vou gastar dinheiro a protestar formalmente uma situação que a organização e a FPAK conheciam perfeitamente. Aceitaria perfeitamente o resultado na estrada se tudo não tivesse acontecido com tamanha desonestidade. Talvez seja por isto que não há gente nova a aparecer nos ralis”, concluiu Nuno Cardoso, piloto que fez questão de regressar à competição nesta prova por ser natural de Gondomar.

 

Nuno Dinis

 

 

 

 

Scroll To Top