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OS C3 WRC EM TERRITÓRIO GAÚCHO

OS C3 WRC EM TERRITÓRIO GAÚCHO

Sendo o primeiro de uma série ininterrupta de quatro eventos em pisos de terra, o Rali da Argentina vai ser, com quase toda a certeza, o fim de semana mais duro e exigente do calendário para as viaturas. O Citroën Total Abu Dhabi WRT vai participar com três carros nesta prova da América do Sul, entregues a Kris Meeke/Paul Nagle, Craig Breen/Scott Martin e Khalid Al-Qassimi/Chris Patterson, C3 WRC que contam, agora, com um renovado eixo traseiro, estrutura recentemente homologada.

 

UM AMBIENTE ALEGRE E FESTIVO

Sendo o tradicional centro operacional do Rali da Argentina, a Província de Córdoba tem um significado quase religioso no mundo dos ralis. Todos os anos, multidões de entusiastas dos ralis acompanham o evento, verdadeiramente empolgados por ver os carros do WRC a voar pelas difíceis estradas de terra da região, a velocidades estonteantes.

Tendo vencido dez das últimas treze edições deste rali, a Citroën tem, obviamente, um lugar especial no coração dos aficionados locais, que se alinham em grande número nas estradas ao longo de todo o fim de semana. Terceiro classificado em 2014, um ano antes de obter a sua primeira vitória no WRC no evento, Kris Meeke tornou-se rapidamente numa das figuras mais populares entre os fãs argentinos. Depois do seu 3º lugar no México em março – até agora o único rali em terra da presente temporada – o principal piloto do Citroën Total Abu Dhabi WRT está determinado em obter mais uma forte performance na Argentina, apontando para os lugares cimeiros num rali que é tanto do seu agrado.

 

 

O mesmo se poderá dizer acerca de Craig Breen neste seu regresso à competição, suportado pelo 3º lugar alcançado na Suécia e pela estreia muito promissora na Argentina no ano passado. Breen irá, também, beneficiar de uma boa posição na ordem de partida para o primeiro dia, o que o poderá ajudar a entrar rapidamente no ritmo.

Os dois principais pilotos da Citroën terão, na América do Sul, a companhia de Khalid Al-Qassimi, piloto que alcançou um 6º lugar na Argentina em 2015, naquela que foi a sua única presença no evento. É, também a primeira prova de Al-Qassimi em 2018, piloto que, assim, se junta à equipa ao volante de um terceiro C3 WRC.

 

C3 WRC NOVAMENTE MELHORADOS

Revelando uma enorme eficácia no México, ao vencer mais especiais do que qualquer outro carro do WRC, e com as duas formações inscritas na prova a rubricar os melhores tempos por 8 vezes, as características de equilíbrio do C3 WRC foram, mais uma vez, melhoradas. A equipa utilizou um dos argumentos dos chassis, introduzindo melhoramentos no eixo traseiro do carro, de forma a aumentar um pouco mais a sua margem operativa. Isto demonstra o forte empenho dos engenheiros no quartel-general da equipa, em Satory, em obter cada vez mais e melhores desempenhos.

Deve dizer-se que este rali é um enorme desafio. Apesar das alterações mínimas introduzidas este ano –concentradas sobretudo na Etapa de domingo, com as Especiais a serem disputadas no sentido inverso ao do ano passado – o percurso engloba alguns troços muito rápidos e outros extremamente sinuosos, bem como estradas de terra que são, por vezes, muito difíceis, não deixando de ser uma prova única e sempre intensa para todos.

 

O QUE ELES DISSERAM…

Pierre Budar, Diretor da Citroën Racing: “O objetivo na Argentina será tentar tudo para voltarmos a subir ao pódio. Trata-se de uma prova cujas características conhecemos bem. Estamos também totalmente conscientes de que este rali pode, por vezes, ser altamente imprevisível, principalmente devido à natureza difícil das estradas de terra. A equipa não se poupa a esforços no sentido de melhorar e aperfeiçoar cada vez mais o nosso C3 WRC. A nova geometria do eixo traseiro adotada para este rali destina-se a obter um comportamento ainda mais consistente, independentemente das alterações do piso, e, desse modo, proporcionar uma maior confiança aos pilotos. De qualquer forma, embora a falta de experiência do Craig neste icónico rali, penso que ele já mostrou na Suécia que é capaz de nos surpreender, enquanto o Kris já tem estatuto de vencedor na Argentina. Por isso, acho que estamos numa boa posição para alcançar os nossos objetivos.”


 

Kris Meeke: “Chego a esta quinta prova fortemente determinado em voltar aos primeiros lugares do campeonato, mas este rali é um desafio tão grande que o melhor é encará-lo com o respeito que ele merece. Vou dar o meu melhor, como sempre, mas as condições meteorológicas podem ser um fator decisivo. O estado das estradas é, frequentemente, determinado pela quantidade de chuva que caiu durante os últimos seis meses. De qualquer forma, é um rali que adoro mesmo, tanto pelo amplo leque de dificuldades envolvidas, como pela excelente e calorosa receção que temos por parte dos fãs locais. A somar a isto, sempre me dei bem na Argentina: terminei no pódio por duas vezes nas minhas quatro presenças no rali, incluindo a minha primeira vitória no WRC.”

Nº de participações na prova: 4 / Melhor resultado: 1º lugar (2015)

Craig Breen: “Tendo apenas corrido aqui por duas vezes, e, mesmo assim, sem cumprir a totalidade do rali, enquanto a maioria dos outros pilotos já por cá anda há anos, temo que a minha falta de experiência seja o meu maior handicap. Mas, para todos os efeitos, gostei imenso da minha breve passagem pelo rali no ano passado, estando ansioso por começar a deste ano. Os testes correram muito bem. Já passara algum tempo desde a última vez que guiara o C3 WRC em terra e posso dizer que o carro melhorou bastante neste tipo de piso. Portanto, a minha dose de confiança foi altamente reforçada para este rali, que promete ser mesmo bastante difícil.”

Nº de participações na prova: 1 / Melhor resultado: Desistência (2017)

Khalid Al Qassimi: “Penso que este rali vai ser um enorme desafio para mim, pois já passou algum tempo desde a minha última participação aqui, mas estou ansioso por regressar. Vou ter de recuperar o meu estilo e ritmo, e analisar e rever as notas de navegação das Especiais. O meu único objetivo é chegar ao fim e obter o maior prazer possível, além de dar o meu total apoio à equipa.”

Nº de participações na prova: 1 / Melhor resultado: 6º lugar (2015)

 

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