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Os ecos do Rali da Suécia: “ A (in)censurabilidade das estratégias”

Os ecos do Rali da Suécia: “ A (in)censurabilidade das estratégias”

 

Eticamente, atitudes muito pouco corretas que em nada abonam a favor deste desporto – sejam quais foram os seus protagonistas, foram um assunto deverás debatido durante e após esta edição do Rali da Suécia. Os regulamentos não as penalizam, obviamente que não, mas as atitudes (boas ou más) ficam para mais tarde recordar…

Estratégia não censurável? A estratégia da equipa da M-Sport em “ordenar” que Sebastien Ogier penaliza-se por atraso antes da Power Stage (25 minutos, o que equivale a 4m10 de penalização) para assim ter a estrada mais limpa a fim de tentar conquistar o mais número de pontos, poderá ser assim tão censurável? Afinal, como veremos mais a frente, por um ponto se ganha, por um ponto se perdem…títulos! Quando a Evans ceder a sua posição (10.ª) a favor de Ogier (o então 11.º), idem aspas, aspas!

Levantar o pé, evitando ser o primeiro a ir para a estrada….
Na derradeira especial da 2ª Etapa do ido Rali da Jordânia de 2011 (a primeira etapa havia sido foi anulada devido ao atraso no transporte marítimo dos veículos) quando deliberadamente Sebastien Loeb (Citroen), Jari-Matti Latvala (Ford) e Peter Solberg (Citroen) levantaram o pé no final da mesma, por forma a não abrirem a estrada no dia seguinte. Sebastien Ogier (Citroen) não seguiu a mesma estratégia, passando a ser ele então o líder da prova com mais de meio minuto de vantagem para este trio, com estes a ficaram então separados entre si por 3,7 seg… No final seria Ogier a ganhar a Latvala, com a mais curta diferença da história do WRC entre um vencedor da prova e o segundo: 0,2 seg!

Por um ponto se ganha, por um ponto se perde….
Dois anos antes na derradeira secção do último dia do Rali da Catalunha, por ordens do então director desportivo da Citroen Racing Olivier Quesnel, Dani Sordo foi obrigado a levantar o pé para ceder a liderança da prova a Sebastien Loeb (que vinha de uma série de cinco maus resultados), que permitiu – relembre-se, ao piloto francês posteriormente obter o título com apenas um ponto de vantagem sobre Mikko Hirvonen (Ford), após o vencer no Rali da Grã-Bretanha….

Criticas a uma organização imparcial?
A par de Ott Tanak (que posteriormente pediu desculpas), Sébastien Ogier queixou-se que a organização não tinha passado previamente o arado (limpa-neves) nalgumas especiais, com o campeão Mundial no entanto a ir mais longe nas suas críticas ao afirmar que: “A organização não fez o seu trabalho a não limparem (a neve) no primeiro troço e limparam quatro horas antes (muito cedo) do último. Seria diferente se fossem pilotos noruegueses ou suecos a abrir a estrada.” Comentário de mau-perdedor, ou a verdade “fugiu-lhe” para a boca?

Abandonar, para “desselar”…
Depois do último Rally da Austrália (após o penúltimo dia), a Citroën Racing no final da prova sueca voltou a determinar que Kris Meeke abandonasse voluntariamente a prova, se bem que agora por razões diferentes. Depois do seu carro ter sido embatido na traseira em pleno troço pela Toyota Yaris de Ott Tanak (levando o britânico a ser projectado para fora de estrada) e de se ter despistado posteriormente no último troço do segundo dia, o piloto n.º 1 da formação francesa foi claramente batido pelo seu colega de equipa Craig Breen, a “surpresa” da prova. O objectivo passa por remover alguns órgãos selados do C3 WRC para os próximos eventos (ao abrigo do Artigo 64.2 FIA)…

Seguir-se-á mais um episódio daquele que poderá a nova novela mexicana ?

 

CARLOS DA SILVA

 

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