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Outra corrida caseira para a Haas F1 Team

Outra corrida caseira para a Haas F1 Team

 

Depois de demonstrar resiliência no Grande Prémio dos Estados Unidos, a equipa americana segue para sul para o Grande Prémio do México com o mexicano Esteban Gutiérrez

KANNAPOLIS, Carolina de Norte (27 de Outubro de 2016) – Depois de experimentar a sua primeira corrida em solo pátrio no passado fim-de-semana, no Circuit of the Americas, em Austin, Texas, durante o Grande Prémio dos Estados Unidos, a Haas F1 Team prepara-se para gozar mais uma corrida caseira, com o Grande Prémio do México, na Cidade do México, no próximo fim-de-semana.

A Haas F1 Team, a primeira equipa americana em trinta anos, tem como dupla de pilotos Romain Grosjean e Esteban Gutiérrez. Grosjean detém nacionalidades Suíça e Francesa, cujos países não albergam qualquer Grande Prémio. Gutiérrez, no entanto, natural de Monterrey, México, tem no Grande Prémio do México a sua prova caseira, assim como do patrocinador da Haas F1 Team, a Telcel.

Gutiérrez alinhou em cinquenta e seis corridas de Fórmula 1, mas nenhuma teve lugar no Autódromo Hermanos Rodriguez, o local onde se realiza o Grande Prémio do México. Depois de um hiato de vinte e dois anos, a Fórmula 1 regressou ao México em 2015, mas Gutiérrez não marcou presença na grelha de partida. Por outro lado, foi o terceiro piloto da Scuderia Ferrari, ajudando no desenvolvimento do monolugar do tetracampeão mundial de Fórmula 1, Sebastian Vettel e do Campeão do Mundo de 2007, Kimi Raikkonen.

Esse trabalho de desenvolvimento e as suas duas temporada com os Sauber animados pelos motores Ferrari, em 2013 e 2014, garantiu a Gutiérrez um lugar na Haas F1 Team para a temporada de 2016. Finalmente, depois de no ano passado ter assistido ao regresso da Fórmula 1 ao seu país, Gutiérrez poderá competir na sua corrida caseira quando a Haas F1 Team chegar ao Autódromo Hermanos Rodríguez.

Gutiérrez é um dos seis mexicanos que competiram na Fórmula 1 e um dos dois mexicanos activos na Fórmula 1. Para além de Gutiérrez, também Sérgio Pérez é mexicano, competindo na Force India. Ambos os pilotos foram precedidos pelos irmãos Rodríguez, que dão nome ao circuito. Ricardo Rodríguez realizou cinco corridas com a Ferrari em 1961 e 1962, e Pedro Rodríguez pilotou para a Lotus, Ferrari, Cooper e BRM entre 1963 e 1971. Para além deles, também Moisés Solana esteve na Fórmula 1, com oito participações entre 1963 e 1968, Hector Rebaque, com quarenta e um Grandes Prémios entre 1977 e 1981.

Com um volante entre os vinte e dois pilotos da grelha de Fórmula 1, Gutiérrez aponta para alcançar os pontos na sua corrida caseira. O seu colega de equipa conseguiu marcar mais alguns pontos na corrida do último fim-de-semana no Circuit of the Americas e ambos os pilotos esperam conseguir manter a senda de resultados entre os dez primeiros que entregarão ainda mais pontos.

Isto foi exactamente o que Grosjean fez no ano passado na sua última temporada com a Lotus. Terminou o Grande Prémio do México no décimo lugar e prosseguiu com essa senda de resultados nas duas últimas duas corridas do ano, conseguindo nono lugares no Brasil e em Abu Dhabi.

Mesmo com a temporada a caminhar para o seu fim, o ritmo é elevado na Fórmula 1. Isto é especialmente verdadeiro no México, uma vez que o Autódromo Hermanos Rodríguez é um dos circuitos mais rápidos da Fórmula 1.

O circuito de 4,304 quilómetros e dezassete curvas albergou pela primeira vez a Fórmula 1 em 1963, mas para poder regressar à Fórmula 1 em 2015, teve que ser reactualizado. O conhecido designer de pistas Hermann Tilke assinou o novo layout, que manteve o carácter original do circuito. Toda a pista foi reasfaltada, foram construídas novas boxes, um novo paddock e bancadas para os espectadores. A alterações mais notadas relativamente ao antigo layout verificam-se na sequência de curvas 1, 2 e 3, assim como no complexo de curvas que atravessam o Estádio de Baseball Foro Sol, que foi construído no interior da dantesca curva Peraltada, que é a derradeira curva da pista.

O novo asfalto tornou a superfície muito escorregadia em 2015, mas com um ano de idade e com muitas outras competições que passaram pela pista, os níveis de aderência deverão aumentar.

A aumentar o desconhecimento dos níveis de aderência está a altitude da Cidade do México. A 2 200 metros de altitude, o ar rarefeito significa que os carros têm menos apoio aerodinâmico. Os motores, particularmente as unidades turbo, têm que trabalhar bastante para produzir a mesma potência. Para compensar isto, as equipas adoptam pacotes que produzem mais apoio aerodinâmico do que adoptariam em pistas como Monza ou Baku. Mas com as velocidades máximas do Grande Prémio do México do ano passado a alcançarem os 366 Km/h, as equipas terão que encontrar um compromisso entre a velocidade de ponta para as rectas e o apoio aerodinâmico necessário para empurrar o carro contra ao chão nas curvas da pista.

Estes ingredientes prometem emoção e o Autódromo Hermanos Rodriguez está pronto para nos oferecer outra corrida excitante na sua longa história. Como participante em vez de espectador, Gutiérrez está pronto para aproveitar a oportunidade. E Grosjean, tendo provado o sabor dos pontos no último domingo no Circuit of the Americas, está pronto para repetir o feito no próximo domingo na Cidade do México.

 

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