Sexta-feira , Dezembro 14 2018
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PAULO NETO FOI O HERÓI NO REGRESSO  DO RALI DAS CAMÉLIAS

PAULO NETO FOI O HERÓI NO REGRESSO DO RALI DAS CAMÉLIAS

 

 

Paulo Neto, acompanhado por Vítor Hugo,  e o Citroën DS3 RT foram os grandes vencedores do Rali das Camélias, prova  que  marcou o regresso da serra de Sintra e da região de Mafra ao panorama motorizado nacional depois de

mais de duas  décadas de ausência.

 

Foi um  fantástico dia  de  Outono que  recebeu logo pela  manhã nos  Jardins  do  Casino Estoril a partida da edição 2018  do Rali das Camélias, uma  prova  que  pelas mãos  do Clube Motorismo de  Setúbal  viu novamente a  luz do  dia.  Com  o  sol a  começar a  brilhar no horizonte pilotos e máquinas rumaram para  a primeira especial, Cascais, onde desde logo Carlos Fernandes mostrou ao que  vinha, ao deixar a concorrência a mais de 20 segundos, com Paulo Neto,  Rui Madeira  e Pedro  Clarimundo a caberem por esta altura  em menos de quatro segundos na batalha pelas restantes posições do pódio.

 

Destino seguinte Sintra. Mais uma  vez Fernandes não  deu  hipóteses, mas  desta vez Rui Madeira  foi segundo depois de  ter corrigido um  pequeno problema com  o Mitsubishi na primeira especial. Ainda assim o piloto de Almada ganhou apenas 0.5s a Neto, pelo que  os dois saíam separados por 0.2s com vantagem para  o piloto do Citroën DS3 RT, ao passo  de Pedro  Clarimundo perdia desta vez  terreno e  caía  para  quinto, também a  0.2s  de  Gil Antunes.

 

Antes   da  pausa  junto  ao  Palácio  Nacional  de   Mafra,  havia   mais  uma   especial  para percorrer,  Mafra.  E a  história  do  rali  começava a  mudar. Carlos  Fernandes tinha  um problema de  turbo e  perdia  quase toda a  vantagem amealhada  até  então,  com  Paulo Neto  a  chegar ao  reagrupamento no  segundo lugar  a  7.4s  e  Rui Madeira   também a menos de  10s  da  frente.   Gil  Antunes depois  de  um  início  menos bom   começava a recuperar e vinha já no quarto posto depois de ganhar esta especial.

 

Depois do reagrupamento e da zona  de assistência em Mafra, os pilotos tinham pela frente mais   quatro  especiais  até   chegarem  ao   Estoril,  a   dupla  passagem  por   Codeçal  e Livramento.  E logo na  primeira deu-se o volte-face da  prova,  com  Carlos Fernandes e Rui Madeira  a serem  forçados a abandonar por avaria mecânica. Com isso Paulo Neto  ficou na frente,  mas  Gil Antunes ganhava mais uma  classificativa e colocava a diferença entre os dois em  12.7s,  com  Pedro  Clarimundo a defender o último lugar no  pódio  de  Eduardo Antunes. No Livramento Eduardo Antunes e Paulo  Neto  empatam, com  o líder a ganhar mais alguma folga face ao seu mais directo  rival, enquanto Antunes ficava com o pódio  a

0.2s.

 

O rali acabaria por ficar resolvido na segunda passagem pelo Codeçal,  com Gil Antunes a ser de  novo  o mais rápido, mas com  Paulo Neto  a minimizar as perdas conseguindo com isso  entrar para  a derradeira classificativa com  11.2s  de  vantagem que  acabou por  gerir com mestria. Também a luta pelo  pódio  se resolveu aqui, com Eduardo Antunes a sair de estrada e com  isso a permitir que  Pedro  Clarimundo rumasse de  forma  controlada até  ao Estoril para  fechar  a tribuna dos vencedores.

 

 

No  último troço  o mais  rápido foi Paulo Neto,  que  desta forma  confirmou a vitória. Gil Antunes foi segundo, com Pedro  Clarimundo a fechar  a tribuna dos vencedores, num  rali que  se revelou muito  traiçoeiro para  os pilotos, sendo que  dos 70 pilotos que  alinharam à partida apenas 40 alcançaram o último controlo montado nos Jardins  do Casino Estoril. O veterano António Baiona,  que  voltou  a colocar o capacete, e Gonçalo Inácio ficaram com os restantes lugares do “top five”, ao passo  que  Pedro  Lança, Gonçalo Boaventura, Ricardo Sousa, Carlos Neves  e Aníbal Rolo encerram os 10 melhores do rali. Uma palavra  especial para  o lote de cinco KIA Picanto  GT Cup do troféu  de velocidade que  alinharam à partida e onde o melhor foi o veterano Francisco Esperto.

 

No final os pilotos foram  unânimes em  reconhecer a qualidade do  rali. Para  o vencedor Paulo Neto  “ganhar esta  prova  é um sonho. Sou daqui, vi o rali muitas  vezes quando era pequeno e quando podia  começar a participar deixou  de  se fazer. Estou  muito  contente. De  manhã os  pisos estavam muito  húmidos na  zona  da  serra  e  por  isso perdi  algum tempo”, explicou. Também Gil Antunes dizia que  “foi fantástico fazer esta prova.  Os troços são fantásticos. Atrasei-me um pouco logo nas duas  primeiras especiais. Tinha o carro com afinação de  seco,  muito  duro,  mas  as  classificativas estavam muito  húmidas e  o  carro escorregava muito”.

 

A organização da  prova  falou  pela voz de  Luiz Caramelo, o mentor deste regresso que agradeceu “ás equipas presentes, ao empenho determinado das  três Câmaras Municipais envolvidas na organização – Cascais , Sintra e Mafra – às forças de segurança e socorro – e ainda ao patrocinador principal do rali – Lighthouse Portugal Properties – e aos apoios da Renault – carro  oficial – First Stop / Bridgestone, Neves  Rádios, NV, Doublet e WD40, isto para  além  da  vasta  equipa do  CMS, complementada nesta prova  pela Sociedade Artística Reguengense, Olival Motorizado e Montejunto Rali Clube.”

 

Para   2019   prometemos  algumas  alterações  e  melhoramentos,  assim   como   um   rali diferente, tanto na concepção como  na extensão, já que  temos intenção de voltar a Sintra à noite  e também ao  Gradil,  eliminando  talvez  o sistema  de  rondes adoptado este  ano entre o Codeçal  e Livramento.

 

O nome da  prova  incluirá também a designação Lighthouse Portugal Properties, “main sponsor” do rali durante os próximos anos.”

 

Foi um  regresso em  grande do  Rali das  Camélias, um  regresso desejado por  muitos  e confirmado na estrada com a presença de milhares de espectadores ao longo das classificativas a que  se juntaram mais  algumas dezenas na  coroação dos  vencedores. A organização a  cargo do  Clube Motorismo de  Setúbal  está  de  parabéns não  só  por  ter conseguido  trazer   de   novo   os  ralis  à  região  de   Lisboa,  mas   também  pelo   sucesso organizativo  do   evento,  com   todos  a   terem  palavras  elogiosas  e   especialmente  a agradecerem este regresso e a desejarem que  para  o ano  o rali vá de novo  para  a estrada.

 

 

 

 

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