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Pilotos dos GT de ralis fazem boicote ao campeonato

Pilotos dos GT de ralis fazem boicote ao campeonato

As polémicas entre a FPAK e os pilotos dos GT de ralis estão aí para durar, e o Rali Terras de Aboboreira marca mais uma episódio desta novela.

Em Junho a FPAK impôs no Rali de Castelo Branco a obrigatoriedade dos pilotos do Campeonato de Portugal de GT, mas também do Campeonato de Portugal de Ralis Clássicos, integrarem o percurso do rali do regional. A medida foi surpreendente e imposta pouco antes do arranque do rali.

O regulamento tinha omissões, as mesmas que em 2018 permitiram aos GT correr no CPR, mas que em 2019 já não… Em 27 de Julho deste ano a FPAK alterou o regulamento, adicionando os GT e clássicos ao item “Outros Ralis” do ponto 19.3 das Prescrições Especificas de Ralis, onde está definido que a quilometragem de troços tem de ficar entre os 50 e 70km.

Com esta alteração o orgão federativo acabou com as duvidas, mas apenas a meio do campeonato, e acabou por colocar dois campeonatos nacionais a competir ao nível de regionais, nas provas onde os outros campeonatos nacionais têm quilometragem de troços entre 90 e 120km. Na prática, passam a existir os campeonatos nacionais de primeira e os de segunda categoria.

Se em Castelo Branco os pilotos não gostaram, no rali deste fim de semana agiram, e inscreveram-se com os veículos GT na prova regional, deixando a lista de inscritos de GT sem concorrentes.

Vitor Pascoal lamentou, no seu comunicado de imprensa de antevisão do Rali Terras de Aboboreira, que “com muita pena minha, não vou poder fazer toda a extensão do rali”

O piloto do Porsche 991 GT3 Cup explicou que em resultado da alteração regulamentar “os concorrentes dos GT decidiram, de forma unânime, inscrever-se no Regional Norte e não fazer parte do Campeonato de Portugal de Ralis GT.”

O piloto da região onde se disputa o rali vai competir “a feijões” e promete “compensar o nosso público ao dar o máximo espetáculo nos troços que fizermos, inclusive com piões à mistura. O Rali Terras D’Aboboreira é sempre um momento especial para mim. Corremos na nossa região, em troços espetaculares e tenho a certeza que teremos muito apoio por parte do público”.

Desde que começaram a correr nos ralis em Portugal, em 2008, os veículos GT tiveram sempre lugar no campeonato de ralis principal, tendo inclusivé ganho ralis à geral. Este ano ficam impedidos de participar.

Não deixa de ser irónico que a próxima prova do calendário do Campeonato de Portugal de Ralis GT – o Constálica Rali de Vouzela – tenha 80,15km de troços, quando a novíssima alteração regulamentar da FPAK impõem 70km como limite.

José António Marques-Sportmotores.com

 

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