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Portalegre sagrou campeões

Portalegre sagrou campeões

Realizou-se neste fim-de-semana a 29ª edição da Baja de Portalegre, a mais antiga prova do TT nacional e que mais uma vez se revelou como a ronda mais concorrida do campeonato com uma lista de inscritos onde estiveram mais de duas centenas de pilotos entre as três divisões em prova: motos, moto 4 e UTV/Buggy.

Durante dois dias de intensa competição os pilotos enfrentaram pouco menos de 450 quilómetros contra o cronómetro, num novo formato de prova que levou a caravana a cumprir mais quilómetros no primeiro dia – cerca de 90 divididos pelo prólogo (5) e um primeiro sector selectivo (85) – e no segundo dia um longo sector com uns mais generosos e decisivos 350 quilómetros.

À chegada à prova alentejana o título nacional nas motos e nos moto 4 estava ainda por decidir e era entre dois pilotos que ambas as classes se decidiam, com a luta nas motos a ser travada entre António Maio e Mário Patrão, crónicos vencedores da provas nos últimos 11 anos, e Tiago Gomes e António Moreira nos Moto 4. Decidido estava apenas o título nos UTV/Buggy, já assegurado por João Lopes e Bruno Santos desde a ronda anterior do campeonato, eles que estrearam mesmo a mais recente evolução do Polaris RzR 1000XP na prova do ACP Motorsport a pensar já na defesa do título em 2016.

Nas motos António Maio apresentou-se em Portalegre ainda a recuperar de uma intervenção cirúrgica à clavícula esquerda que motivou a sua ausência na ronda anterior do campeonato e logo no prólogo adoptava uma toada calma mas suficiente para cumprir com o seu objectivo principal para a prova, alcançar o título nacional. Luís Oliveira foi o primeiro líder da Baja mas no sector da tarde Mário Patrão assumiu a primeira posição que segurou até uma queda antes da terceira zona de assistência já no derradeiro dia de prova. Patrão estava na frente de Luís Oliveira, que depois de ser terceiro no final do primeiro dia recuperou a segunda posição por troca com Sebastian Buhler ainda no primeiro terço dos 350 quilómetros do derradeiro sector selectivo.

A queda de Mário Patrão atrasou de forma irremediável o piloto de Seia – que perdeu muito tempo para retirar a sua moto do buraco em que ficou – e abriu caminho para que Luís Oliveira terminasse na primeira posição a 29ª edição da Baja de Portalegre, quebrando desta forma a série de vitórias de Maio e Patrão 12 anos depois de Sandro Marcos ter vencido a prova. Patrão cruzou a linha de chegada em segundo com 26 segundos de diferença para Oliveira, com Sebastian Buhler a ser o terceiro classificado a mais de 11 minutos.

A quarta posição final de António Maio permitiu ao piloto de Évora somar os pontos necessários para ser campeão nacional absoluto da especialidade, com Gustavo Gaudêncio a ser o campeão nacional na classe TT1 e Fausto Mota em TT3, a classe das motos de maior cilindrada.

Nos moto 4 foi Roberto Borrego quem colocou o seu nome na lista de vencedores pela quarta vez na sua carreira, regressando assim ás vitórias depois de dois anos de ausência. O piloto alentejano foi dono e senhor da corrida desde o segundo sector selectivo na tarde de sexta-feira – após a vitória de Ruben Alexandre no prólogo – e não mais largou a primeira posição até ao final da Baja. Mas as atenções estavam concentradas na discussão do titulo nacional que acabou por ficar nas mãos de Tiago Gomes, mesmo se este abandonou esta derradeira ronda do campeonato. Moreira tinha que vencer para bater Gomes e ao terminar na terceira posição atrás de André Carita não somou os pontos necessários para conseguir o desejado título, descendo mesmo ao terceiro posto do campeonato já que a vitória de Borrego valeu a este o segundo lugar final na categoria.

Entre os Buggy/UTV foi a dupla João Miranda/João Dias quem conseguiu a vitória. João Lopes e Bruno Santos assumiram o comando no troço maior do primeiro dia de prova, mas um toque já na fase final dos 350 quilómetros do segundo dia deixou a dupla de Torres Vedras com graves problemas de suspensão, conseguindo estes no entanto terminar a prova, mas no terceiro lugar atrás de Pedro Mendes, que se colocou na segunda posição do pódio final. João Lopes e Bruno Santos já tinham assegurado o título na ronda anterior e perseguiam aqui a segunda vitória na categoria, um feito que continua a ser assim um ‘exclusivo’ de Jorge Monteiro que desta feita foi oitavo classificado.

FOTOS: ACP Motorsport

Classificação final

Motos
1º Luis Oliveira – Yamaha com 5h09m29.00s
2º Mário Patrão – KTM a 26s
3º Sebastian Buhler – Yamaha a 11m03.00s
4º António Maio – Yamaha a 13m28.00s
5º David Megre – KTM a 19m05.00s
6º Gustavo Gaudêncio – Honda a 21m07.00s
7º Ricardo Martins – Yamaha a 29m50.00s
8º Fausto Mota – KTM a 30m42.00s
9º Salvador Vargas – KTM a 32m30.00s
10º Pedro Oliveira – Honda a 34m17.00s

Moto 4
1º Roberto Borrego – Yamaha com 5h43m15.00s
2º André Carita – Suzuki a 15m58.00s
3º António Moreira – Yamaha a 20m02.00s
4º João Peraboa – Suzuki a 26m41.00s
5º António Veigas – Yamaha a 28m01.00s
6º Ruben Alexandre – Yamaha a 28m49.00s
7º José Gaiato – Suzuki a 29m26.00s
8º Rui Carrapiço – Suzuki a 36m56.00s
9º Vitor Lopes – Kawasaki a 41m37.00s
10º João Cardoso – Suzuki a 41m48.00s

UTV/Buggy
1º João Dias/João Miranda – Polaris com 5h59m21.00s
2º Pedro Mendes – Polaris a 4m55.00s
3º João Lopes/Bruno Santos – Polaris a 5m28.00s
4º Miguel Jordão – Polaris a 19m37.00s
5º Mário Ferreira/Carol Baltazar – Polaris a 23m41.00s
6º Paulo Delgado – Polaris a 25m43.00s
7º João Monteiro/Luis Monteiro – Polaris a 28m59s
8º Jorge Monteiro/Ana Monteiro – Can Am a 30m15.00s
9º Carlos Miranda/Luis Gomes – Polaris a 35m34.00s
10º José Cerqueira/Carolina Cerqueira – Polaris a 37m39.00s

 

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