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Soltas Rampa da Falperra 2

Soltas Rampa da Falperra 2

Hélder Silva conquista pódio na Falperra e recupera liderança do campeonato

O campeão nacional absoluto em título foi até à 41ª Altice Rampa Internacional da Falperra rubricar uma sólida exibição, premiada com um 2º lugar na geral do Campeonato de Portugal de Montanha JC Group, recuperando a liderança da tabela pontual do campeonato.

Prometeu e cumpriu. O piloto da Power House tinha afirmado na antevisão ao evento organizado pelo Clube Automóvel do Minho que gostava do traçado da Falperra e que, a exemplo de anos anteriores, sabia poder ser muito competitivo na Falperra.

E assim foi. Hélder Silva e a Osella PA2000 EVO2 PA.30 rubricaram uma exibição onde a rapidez e a consistência estiveram sempre presentes e, numa prova em que competiram nove protótipos, os tempos obtidos ao longo de todas as subidas indicavam que a presença no pódio final seria uma consequência tão lógica quanto provável, com as marcas alcançadas a premiarem o campeão em título com o 2º lugar final.

De destacar ainda que essa capacidade de Hélder Silva em levar a consistência a um patamar tão elevado fez com que entre o melhor e o pior tempo que o piloto obteve nas três subidas de prova do fim-de-semana, a diferença fosse de apenas 414 milésimos de segundo!

“Estou muito feliz com este resultado. Foi uma rampa muito intensa e muito dura. Optamos por um andamento forte, mas sempre dentro dos limites. O nosso foco foi sempre tentar vencer entre os que disputam o campeonato e cedo percebi que o Pedro Salvador estava com um andamento impressionante. Parabéns ao Pedro pela fantástica vitória”, disse no final, com o seu habitual fairplay.

Hélder Silva realçou ainda que “este segundo lugar e a recolha da totalidade dos pontos, pois o Pedro Salvador não está inscrito no campeonato e eu tinha noção prévia disso, acabou por tornar a Falperra numa prova perfeita para os nossos objetivos. Estamos novamente no comando do campeonato, em igualdade de pontos e com todas as condições para renovar o título absoluto no fecho da época!”.

Regresso muito atribulado de Hugo Araújo às lides da Montanha

Para além dos problemas mecânicos que enfrentou, o bracarense sofreu um delicado problema de saúde que o afetou profundamente no domingo e quase o impedia de competir. Mas, mesmo muito debilitado fisicamente, Hugo Araújo ainda levou o BMW M3 ao 4º lugar da Divisão Turismo 2.

A 41ª Altice Rampa Internacional da Falperra ficará para sempre na memória de Hugo Araújo e não pelas melhores razões, mesmo que as mesmas nada tivessem a ver com a entrega, rapidez e eficácia do jovem talento bracarense.

E o fim-de-semana até começou de forma auspiciosa, com Hugo Araújo a colocar o BMW M3 no comando da tabela de tempos dos carros da Divisão Turismo 2 na primeira subida de treinos.

Mas, de forma inglória, a sorte terminou aí.

“A embraiagem cedeu na segunda subida de treinos o que nos impossibilitou de ver que tempo seria possível fazer quando aumentássemos o ritmo, pois, apesar de termos ficado com o melhor tempo dos T2 na subida inicial, eu tinha noção de que tinha ido muito controlado e com pneus velhos”, revelou o piloto.

O problema mecânico inviabilizaria a participação na única subida de prova incluída no programa de sábado da rampa, pois a equipa foi forçada a levar o BMW M3 para as instalações e fazer “horas extraordinárias” para substituir a embraiagem, de forma que Hugo Araújo alinhasse no domingo.

O piloto tinha um foco claro: “o meu objetivo era colocar a fasquia na casa dos 2:25 na subida inaugural de treinos, para depois, já com pneus novo, tentar atingir a marca de 2.19, nas duas subidas de prova, batendo assim o meu melhor tempo na Falperra, com o Subaru, que é na casa dos 2:20”.

E na referida subida de treinos até fez melhor: 2:24.

Estava montado um cenário que parecia ser muito favorável. Só que o pior aconteceu.

Hugo Araújo teve uma súbita indisposição, com dores muito fortes e só a sua garra e espírito de sacrifício o levaram a estar presente nas duas subidas finais a contar para a classificação.

Assim, o piloto fez as subidas decisivas “sempre com dores cada vez mais fortes e foi um sacrifício físico e mental tremendo concluir as subidas”. Mesmo assim, os tempos alcançados levaram-no ao 4º lugar final na Divisão Turismo 2.

Depois, já à noite o cenário mais grave ficou confirmado quando num exame complementar de diagnóstico lhe foram diagnosticadas uma cólica renal e uma pedra nos rins, estando agora o piloto em repouso e sob medicação.

Em jeito de balanço e reflexão, Hugo Araújo enfatizou que “é nas adversidades que geramos sabedoria e aprendizagem e é isso que nos levará ao sucesso. Não ter nada por garantido. E assim foi, com o apoio de todos os amigos que estiveram presentes fisicamente, mas também “online”, com um grupo de amigos, pilotos e respetivas assistências sempre ao nosso lado tudo se tornou mais merecedor do sacrifício!”.

Como tal, o bracarense agradece “à equipa técnica que nos acompanhou e que encarou todos os desafios de sorriso no rosto e aos patrocinadores que tornaram possível esta participação: À Recife Peças Usadas, Trama Arquitetos e RVP Construções, o meu muito obrigado”, reservando uma palavra especial para “o meu grande amigo Rui Pinheiro, por me confiar o seu carro e mover as montanhas necessárias para me fazer conseguir alinhar”, terminando com a sua pública expressão de “uma enorme gratidão para com a equipa médica que me assistiu, Dr. Pedro Leão, Dra. Márcia Machado, Dra. Catarina e Enfermeira Ana Costa. Foram incríveis. Bem hajam!”.

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