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TARDE POUCO QUENTE NO ALGARVE GARANTIU A  ANIMAÇÃO NO PRIMEIRO DIA DE CORRIDAS NO AIA

TARDE POUCO QUENTE NO ALGARVE GARANTIU A ANIMAÇÃO NO PRIMEIRO DIA DE CORRIDAS NO AIA

 

A Velocidade Nacional visita este fim de semana pela primeira vez, o Autódromo

Internacional do Algarve, com as provas integrantes do Racing Weekend – CNV, SSS

e Abarth 500 – a darem mais brilho à Ferrari Challenge que está de visita a Portugal,

com as suas variantes Troféo Pirelli e Copa Shell.

Aproveitando as condições ímpares fornecidas pelas estruturas do AIA, os participantes ao

Campeonato Nacional de Velocidade, Single Seater Series e Troféu 500 Abarth estão este fim de

semana na pista algarvia, para disputarem os melhores lugares nas respetivas corridas, algumas já

marcadas para hoje e outras para amanhã, completadas pelo evento Ferrari Challenge Europa.

Uma lista de inscritos bastante completa nas diversas categorias, com o CNV a apresentar uma maior

diversidade e quantidade de carros e algumas estreias/regressos dignos de referencia, como é o caso

de José Pedro Faria, que se estreia aos comandos do Wolf, ao lado do regressado António Ricciardi,

apresentando a CRM ainda mais um carro para Nicola e Stefano de Val, este último o vencedor das

primeiras corridas do CNV, disputadas em Braga.

Entre os Abarth 500, a maior novidade é a presença do algarvio Miguel Praia, ao lado do jornalista

Bernardo Gonzalez e nos Single Seater Series, verifica-se a ausência de Tiago Marques, que foi um

dos animadores das provas disputadas em Braga e Vila Real.

Depois de várias sessões de treinos livres e cronometrados, já se disputaram duas corridas; No Troféu

Abarth 500, o vendedor foi José Pires, enquanto entre os CNV, a vitória ficou para a dupla de irmãos

Stefano e Nicola de Val no Wolf G808

CAMPEONATO NACIONAL DE VELOCIDADE

O dia no Autódromo Internacional do Algarve abriu com a primeira sessão de treinos livres do

Campeonato Nacional de Velocidade, com Francisco Abreu a dar o mote. A segunda sessão foi

realizada com pista húmida, devido a um breve aguaceiro que caiu no circuito. Desta vez os mais

rápidos foram José Pedro Fontes e Miguel Barbosa.

Após o almoço decorreram as duas sessões de qualificação, que definiram as grelhas de partida

para as duas corridas do fim-de-semana. Na primeira, José Pedro Fontes com o Tattus PY12 assinou

a melhor marca, batendo Gonçalo Araújo e Carlos Vieira, numa sessão em que os cinco primeiros

cabiam em 1,045s, o que deixava antever uma animada corrida ao final do dia. No segundo treino

cronometrado foi a vez de Nicola de Val rubricar o melhor tempo, batendo desta vez Miguel

Cristovão. A diferença entre os cinco melhores foi outra vez pouco superior a um segundo, mais

EVENT REPORT 1 – PORTIMÃO

precisamente 1,070s.

Estavam assim lançados os dados para o fecho do dia no AIA. No momento do arranque José Pedro

Fontes sai melhor, mas rapidamente perde o primeiro lugar para Gonçalo Araújo e pouco depois cede

também a segunda posição a Carlos Vieira. Os dois homens da frente entraram depois numa luta

sem quartel, que acabou com um desentendimento entre os dois, que os obrigou a passar pela boxe,

tendo Vieira mesmo de cumprir um “drive through”.

Com isto, quando se iniciaram as paragens nas boxes era José Pedro Fontes que estava na frente e o

piloto portuense foi mesmo o último a parar. E esse acabou por ser o momento da corrida, uma vez

que Fontes excedeu o limite de velocidade na via das boxes e pouco depois Miguel Barbosa teve de

cumprir também um “drive through”. “Foi um erro meu. Fiz tudo normal, meti mesmo primeira mas

não me apercebi. São coisas das corridas” explicou José Pedro Fontes.

Com todas estas peripécias emergiram na frente Nicola de Val, que já tinha recebido o volante das

mãos do irmão gémeo Stefano, e Francisco Abreu. A dupla italiana conseguiu gerir a corrida até ao

final, enquanto Abreu viu Miguel Barbosa aproximar-se perigosamente nas voltas finais e terminar

colado. Mais uma volta e talvez o segundo lugar tivesse mudado de mãos.

“Foi uma boa corrida, mas no início faltava-nos um pouco de velocidade de ponta para conseguir ir

com o grupo da frente. Depois partiu-se também um pouco do extractor, o que dificultou também

um pouco mais as coisas. Coloquei o meu ritmo e tive de me defender do Francisco (Abreu) que

estava muito rápido”, começou por explicar Stefano de Val, que passou o volante ao irmão Nicola

para a segunda metade da prova. “Limitei-me a manter o bom andamento do meu irmão e tirar

partido da penalização dos líderes. Amanhã saímos da pole position e espero que possamos repetir

a vitória, num circuito espectacular e que tem algumas semelhanças com o Mugello”, rematou.

Entre os GT a vitória ficou para a dupla do Porsche António Nogueira e António Coimbra.

TROFÉU ABARTH 500

Francisco Carvalho dominou a sessão de treinos livres e a qualificação para a primeira corrida, ao

passo que Nuno Cardoso foi o mais rápido na segunda qualificação e que dá a grelha de partida para

a corrida de amanhã.

Na prova desta tarde, Francisco Carvalho largou na frente, deixando Nuno Cardoso, José Pires, Miguel

Praia e Rui Santos numa animada luta pelos restantes lugares do pódio. O líder rapidamente abriu

vantagem e terminou a segunda volta já com mais de quatro segundos para o pelotão perseguidor.

Só que logo a seguir o Abarth 500 com o no7 começou a denotar problemas de potência, o que

permitiu a Nuno Cardoso, que entretanto se tinha isolado no segundo lugar, a aproximação à frente

da prova. Os dois entraram então numa luta muito interessante, com Carvalho a conseguir defender

a posição até à penúltima volta. Foi então que se deu o golpe de teatro. Nuno Cardoso cometeu um

erro, pensou que a corrida tinha terminado quando ainda faltava uma volta, e levantou o pé. Com

EVENT REPORT 1 – PORTIMÃO

isso caiu para oitavo. Com os problemas a agravarem-se no seu carro, Francisco Carvalho foi passado

por José Pires, que acabou por ser um surpreendente vencedor, enquanto Rui Santos terminou em

terceiro, na frente do “motard” Miguel Praia.

No final José Pires não escondeu a alegria e também a admiração. “Foi um final estranho. O Nuno

(Cardoso) levantou o pé, mas eu não vi a bandeira e continuei. O Francisco (Carvalho) no início foi

embora, mas depois o Nuno chegou-se a ele. Eu estava a ver a luta à distância. Acabou por ser uma

boa vitória, logo na minha estreia em Portimão, um circuito espectacular, mas com alguns truques

que eu ainda não domino”, referiu Pires.

Por seu lado Francisco Carvalho parecia ter a corrida controlada quando “o carro deixou de ter

potência. A partir de determinada altura fazia a recta da meta toda de quinta, nem metia sexta.

Defendi-me enquanto foi possível”, resumiu o piloto da Guarda.

Nuno Cardoso por sua vez não escondia a desilusão por perder uma corrida “ganha”. “Foi um erro

meu. As corridas só acabam na bandeira xadrez e eu vi a bandeira, mas ele não foi agitada. No

entanto, quero fazer um reparo à organização. Não foi mostrada a placa de última volta. Se isso

tem acontecido, certamente eu não teria levantado o pé e perdido a corrida” lamentou-se o

campeão em título.

Como consolo Nuno Cardoso larga amanhã da pole position para a segunda corrida do fim-de-
semana.

SINGLE SEATER SERIES

Os pilotos dos Single Seater tiveram hoje direito à sessão de treinos livres durante a manhã, para

durante a tarde decorrer a qualificação. No treino da manhã Gonçalo Inácio foi o mais rápido, com

uma marca que curiosamente lhe teria dado a pole position para a corrida. Só que Tiago Raposo de

Magalhães, que havia sido segundo ao início do dia, inverteu os papeis e assinou o melhor tempo nos

últimos instantes da sessão de qualificação. Os dois foram os únicos a baixar da casa dos dois minutos

numa volta ao traçado do AIA. Jorge Borges ficou com a terceira marca, na frente de Gonçalo Jordão.

“Correu tudo bem. Embora este não seja um traçado em que ganhar lugares seja muito

complicado, é sempre melhor largar da frente. O objectivo é ganhar e por isso é bom sair da pole

position. É divertido guiar um Fórmula Ford em qualquer pista e nesta não foge à regra. Sendo

um tracção atrás tem que se guiar com um grande equilíbrio entre volante e acelerador”, explicou

Tiago Raposo de Magalhães.

Fernando Mayer Gaspar foi sétimo e o melhor da classe Tuga, ao passo que João Paulo Matos foi o

mais rápido dos FK70, Fernando Gaspar nos FK80 e Pedro Charais nos FVP.

 

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