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The Italian Job

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A linhagem italiana da Haas F1 Team estará em exibição no Grande Prémio de Itália

KANNAPOLIS, Carolina do Norte (1 de Setembro) – Quando a Haas F1 Team se estreou no Campeonato do Mundo FIA de Fórmula 1, tornou-se na primeira equipa americana de Fórmula 1 em trinta anos, tendo tido a ajuda da parte de dois parceiros italianos – a Scuderia Ferrari e a Dallara. É uma colaboração que prossegue quando a Fórmula 1 chega à sua derradeira etapa europeia, o Grande Prémio de Itália, que se realiza no domingo no Autodromo Nazionale di Monza.

A Ferrari, baseada em Maranello, fornece à Haas F1 Team a unidade de potência, caixa de velocidades e apoio técnico geral, e o famoso construtor de carros de corrida, Dallara, alberga a equipa de design da Haas F1 Team nas suas instalações em Parma.

Esta relação única permitiu à Haas F1 Team chegar às pistas com os seus pilotos Romain Grosjean e Esteban Gutiérrez. A tarefa gigantesca de criar uma equipa de Fórmula 1 desde o zero tornou-se menos dantesca pelos mais de cento e trinta anos de experiência no desporto automóvel detidos pela Ferrari e pela Dallara no seu conjunto.

A prova do sucesso do programa pode ser verificado através do oitavo lugar da Haas F1 Team no Campeonato de Construtores, onde depois de treze corridas está vinte e dois pontos à frente do nono classificado, a Renault, e apenas a dezassete pontos da Scuderia Toro Rosso, a sétima classificada. Os vinte e dois pontos conquistados pela Haas F1 Team é um recorde para uma equipa estreante neste novo milénio. Quando a Jaguar se estreou em 2000 e quando a Toyota se estreou em 2002 cada uma destas equipas apenas conseguiu terminar nos pontos por duas vezes ao longo de toda a temporada, somando um total de seis pontos.

Conquistar pontos em Monza e nas sete corridas que se seguem é um objectivo para a Haas F1 Team. A distância entre si e a Toro Rosso é ultrapassável, se em cada um dos Grandes Prémios a equipa alcançar o seu potencial.

A velocidade existe, como Grosjean e Gutiérrez têm mostrado. Em oito Grandes Prémios consecutivos o duo alcançou o segundo segmento da qualificação (Q2). A Q3 continua a fugir-lhes, dado que entre eles ficaram por cinco vezes no décimo primeiro lugar da grelha de partida – três para Grosjean e duas para Gutiérrez. Têm vindo a ficar agonizantemente perto de alcançar a Q3 de modo a disputar um lugar entre os dez primeiros e em Monza, o templo da velocidade com os seus 5,793 quilómetros e onze curvas, pode ser o palco dessa conquista.

Grosjean alinhou em quatro corridas de Fórmula 1 em Monza, tendo como melhor resultado o oitavo lugar que alcançou em 2013. A sua melhor qualificação foi o oitavo posto que assegurou o ano passado. Gutiérrez efectuou dois arranques em Monza e sua primeira passagem pelo traçado italiano, em 2013, talvez seja a mais memorável. Gutiérrez, com um Sauber potenciado por um motor Ferrari, registou a velocidade mais elevada no final da era V8, ao marcar 341,1 Km/h.

Toda a carreira de Fórmula 1 de Gutiérrez esteve ligada à Ferrari. Nos seus dois anos com a Sauber, em 2013/2014, teve a potencia dos motores Ferrari e em 2015 juntou-se à Scuderia Ferrari enquanto terceiro piloto, tendo ajudado a desenvolver o carro do tretracampeão mundial, Sebastian Vettel, e do Campeão do Mundo de 2007, Kimi Raikkonen, Ao assinar com a Haas F1 Team para a temporada de 2016, Gutiérrez manteve as suas ligações com a marca do Cavallino Rampante.

Com a Ferrari a fornecer a potência à Haas F1 Team, a equipa sente-se preparada para a pista mais rápida da Fórmula 1. As longas rectas do circuito combinada com as configurações de baixo apoio aerodinâmico usadas pelas equipas significa que são alcançadas velocidades na região dos 360 Km/h. A velocidade em curva é relativamente baixa e com as rectas de alta velocidade, o desgaste de pneus é mínimo, sobretudo se compararmos com a corrida do último domingo, o Grande Prémio da Bélgica em Spa-Francorchamps, onde a degradação dos pneumáticos foi extremamente elevada. Mas apesar do desgaste dos pneus ser inferior ao de Spa, a possibilidade de patinar em aceleração é mais elevada devido à configuração de baixo apoio aerodinâmico.

Uma das favoritas entre os adeptos da Fórmula 1, sobretudo entre ostifosi, Monza encerra uma atmosfera electrizante que oferece aos parceiros italianos da Haas F1 Team uma recarga de baterias.

 

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