Segunda-feira , Maio 20 2019
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Vencedor do Rali da Argentina com o mesmo motor em Portugal

Vencedor do Rali da Argentina com o mesmo motor em Portugal

Esta quarta-feira, enquanto os pilotos, na estrada, finalizavam os reconhecimentos desta edição do Vodafone Rally de Portugal, na Exponor, centro nevrálgico da quinta prova do Campeonato do Mundo, decorreram as Verificações Técnicas dos carros. Para que é, afinal, necessário tal procedimento, perguntar-se-á. Pura e simplesmente, para a FIA (Federação Internacional do Automóvel) atestar que os regulamentos sejam cumpridos, no que toca à utilização de material (motor, caixa de velocidades, suspensão, etc.) por cada uma das viaturas inscritas, isto no caso vertente das equipas oficiais.

Longe vai o tempo, numa época em que os regulamentos dos ralis eram bem distintos, do polémico “chumbo” dos dois Vauxhall Chevette 2300 HSR oficiais, de Pentti Airikkala e de Tony Pond, nas Verificações Técnicas da edição de 1978 do “Vinho do Porto”, antiga designação da prova portuguesa. Na véspera do arranque do rali, os carros britânicos foram, pura e simplesmente, excluídos da lista de inscritos, dado que as suas especificações técnicas não conferiam com a da respetiva ficha de homologação.

Agora, os verificadores técnicos – uma equipa de dez elementos, cada um dos quais encarregado de escrutinar um sector específico da viatura – dispõem de um tempo máximo de 30 minutos para “ver” os carros de uma equipa oficial e analisar os selos (cada um dispõe de um número específico) colocados nos componentes mecânicos: motor, transmissão, diferencial, caixa de direção, charriot, turbo, etc.). Essa vistoria engloba as peças sobressalentes que podem ser substituídas no decurso da prova. É que pode haver, por exemplo, um selo danificado ou mal fixado e importa assegurar que os mesmos serão mantidos invioláveis.

Foi possível constatar, por exemplo, nas verificações desta quarta-feira, que o motor do Hyundai New Generation i20 WRC de Hayden Paddon, categórico vencedor, há quatro semanas, do Rali da Argentina, não foi mexido para o Vodafone Rally de Portugal. Ou seja, o piloto neozelandês vai utilizar o mesmo propulsor que lhe permitiu conquistar a sua primeira vitória numa prova do Mundial.

 

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